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Corona Vírus, COVID-19

Notícias da Sociedade

Corona Vírus, COVID-19

Neste ano de  2020, logo em fevereiro, no carnaval, festa do povo, começamos a ouvir falar sobre Corona Virus ou COVID 19, com muitas mortes na China e em outros países.

Claro, que em época de carnaval, todos não deram atenção. Só se pensava em carnaval, praia, campo e outros tipos de diversão. Mas, quando voltamos para o dia a dia, a realidade crua e dura, de pessoas doentes, mortes e em seguida a suspensão da liberdade de ir e vir, de frequentar lugares públicos, tudo isto fez com que caíssemos de paraquedas numa realidade dura.

Viveríamos uma fase dura, de quarentena, sem contato com amigos e família, o trabalho foi suspenso aparecendo a figura do home office, as reuniões passaram a ser on line, e, como algumas idas ao médico também. Enfim, tudo mudou: novas regras de comportamento tivemos que aprender da noite para o dia, tratava-se de questão de sobrevivência: a linha tênue entre a vida e a morte ou entre dias na UTI e uma vida na quarentena. Aprendemos a lavar muito as mãos, a usar álcool gel, a usar máscaras quando colocamos o pé fora de casa, a trocar de roupas e sapatos sempre que saímos, e lavar a cabeça e lavar e deixar de molho todas as compras, passar álcool gel nas compras que não podem ser lavadas e ficar alerta o tempo todo e carregar um medo do inimigo invisível, algo que não vemos, mas que é feroz, quando chega junto.

Enfim 2020, nos trouxe um vírus que assola a humanidade, que não respeita rico nem pobre, países desenvolvidos ou subdesenvolvidos, simplesmente, num piscar de olhos chega e se instala. Cada cuidado é pouco, cada piscar de olhos  é avassalador.

Alguns meses se passaram, e agora em junho começa uma abertura tímida e medrosa desta quarentena: alguns locais de trabalho são liberados, por algumas horas, alguns comércios também e ainda não sabemos como nos comportar diante de tudo isto

Alguns amigos maravilhosos se foram, outros permaneceram dias em UTIs, e quase todos só estamos nos encontrando on line ou por watts.

As pessoas dizem que após esta passagem, seremos melhores, daremos mais valor à vida, aos familiares, aos amigos, aos companheiros de trabalho, enfim ao grupo de pessoas que convivem conosco, ou de alguma forma se faz presente em nossas vidas.

Tenho minhas dúvidas, visto que temos memória curta, não valorizamos muito as coisas, isto é intrínsico ao ser humano. Após epidemia vamos recomeçar a vida normalmente, claro que isto só em 2021, pois antes ainda tem que serem  descobertas vacinas, que nos proteja do vírus letal, contra a morte.

Mas, estamos vivenciando momentos duros, que mudaram completamente às nossas vidas e nos fizeram refletir mais sobre as coisas, ficamos isolados do mundo físico, embora conectados como nunca. As pessoas, querendo ou não,  tiveram que aprender a se conectar, para continuar a participar das atividades do dia a dia. E, muitos tiveram que ter paciência para conviver com a falta de prática destas pessoas. As reuniões on line, na maioria das vezes, tinham microfones abertos com pets latindo, com tvs ligadas e rádios ou sons, além de crianças brincando e querendo atenção dos pais ou avós, como também, os maridos ou mulheres e outros integrantes do núcleo familiar, falando assuntos diferentes do que estavam sendo tratados na reunião, com interferências às vezes até desapropriadas para a ocasião. Mas, estas situações aqui expostas, foram a pandemia que trouxe, junto com a quarentena. Em razão disto tudo, muitos acham que ficamos mais flexíveis, que trabalhamos e exercitamos  a paciência e que os tempos mudaram. Ficamos de quarentena e muita gente isolada, em razão de não passar ou pegar o vírus.

Mas, não mudaram muito não, tanto que nesta quarentena mais mulheres sofreram abusos, foram mortas ou machucadas e muitos casais se separaram. Muitas crianças sofreram violência ou morreram. Idosos sofreram muito, com o isolamento e até falta de alimentação, remédios e a falta de carinho. Mais pessoas sofreram com falta de alimentação, remédios e médicos ou vagas hospitalares, visto que todos estavam direcionados para a COVID 19.

Alguns amigos sofreram perdas ou doenças nas famílias e os familiares ou amigos não puderam dar aquele abraço que conforta e acarinha, e faz com que estes momentos fiquem  menos duros e insuportáveis.

No Rotary, perdemos um grande homem, o governador  João Freire D’Avilla Neto, que era um amigo de todos, sempre carinhoso e presente. E, foi presidente Águia  comigo, em 2001/2002, um grande e querido companheiro, que sempre admirei.

Tivemos também um excelente médico da Vila, internado em UTI, por alguns dias, e, felizmente recuperou-se.

Participante do concurso  Miss Vila Formosa/ 2019, arquiteta, bela, Simone também nos deixou.

E, assim muitos que se infectaram e se recuperaram e alguns que nos deixaram, fica aqui nossas homenagens a todos e aos seu familiares.