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DIA DAS MULHERES

Acontece no Bairro, Curiosidades

DIA DAS MULHERES

A Sociedade dos Amigos de Vila Formosa recebeu 63 mulheres para um café da manhã e um debate sobre:
A SITUAÇÃO QUE AS MULHERES ESTÃO VIVENDO OU VIVENCIANDO EM 2019.
Coral Renovação trouxe momentos de leveza ao encontro com apresentação de várias musicas sobre o comando da Maestrina Walkiria de Carvalho Jorge. Na ocasião foram convidadas para participar da mesa de debates: Rosália Ferreira, presidente do Conseg Vila Formosa; Dra. Andréa Maria Cavalheiro Deker; Tesoureira da OAB; Vera Lúcia Rocha, Sub Tenente da PM e Comandante da Base Comunitária da Vila Formosa e Sílvia Inêz Machado, presidente da Sociedade e moderadora do Encontro. A presidente Sílvia dá inicio ao encontro agradecendo a presença de todos e fala da satisfação em poder contar com a presença de tantas mulheres, ressaltando: Dra. Andréa, que no ato representa a Dra. Rose Matheus, presidente da OAB Tatuapé; Dra. Maria João Pato, Vice-Presidente da Sociedade; Edna e Silvana da Associação Comercial Distrital Tatuapé e Silvana também do Jornal Report: Iracy, do Grupo Esplendor, Marinalva Rosa Santos de Macedo, do Grupo Mães Especiais. Sílvia fala que o dia da Mulher foi oficializado pela ONU em 1975, sendo comemorado desde o início do século 20. Mas, a primeira comemoração foi em 19 de março de 1911. Chama a atenção para a forma de algumas comemorações no mundo: na China, as mulheres chegam a ter metade do dia de folga. Nos Estados Unidos é um mês de marchas das mulheres e no Brasil há protestos, reivindicações sobre igualdade salarial e violência, sobre a diferença salarial. Tudo começou com uma grande passeata das mulheres em 26 de fevereiro de 1909, em nova York, quando cerca de 15 mil mulheres marcharam nas ruas apor melhores condições de salários: trabalhavam até 16 horas por dia, seis dias por semana e não raro até nos domingos. Hoje já conseguimos espaços para falar sobre os problemas, antes era tudo abafado: ou seja, ficava entre quatro paredes. Sílvia fala sobre dados de pesquisas, que mostram que não há lugar seguro para mulheres no Brasil: em casa, no metrô, no ônibus, nas escolas, a violência acontece. Nos últimos 12 meses, 1,6 milhão de mulheres foram espancadas ou sofreram tentativa de estrangulamento no Brasil. 22 milhões, ou seja, 37,1% de brasileiras passaram por algum tipo de assédio. Entre os casos de violência, 42% ocorreram no ambiente doméstico. Após sofrer uma violência, mais da metade das mulheres 52% não denunciou o agressor ou procurou ajuda. Algumas profissões são mais assediadas: motoristas de UBER mulheres relatam assédio sexual de passageiros. Alguns mais fortes outros leves, mas todos são assédio sexual. Grande parte das mulheres que sofreram violência diz que o agressor era alguém conhecido: 76,4%. As mulheres pretas e pardas são mais vitimadas do que as brancas. E as jovens mais do que as velhas. Estes dados são da Data Folha, de fevereiro de 2019. Em dezembro de 2018, o balanço publicado pelo Correio Braziliense
mostrou que só em dezembro, 391 mulheres foram agredidas por dia e foram registradas 974 tentativas de feminicídio: um aumento de 78 % em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, menos de 10% das cidades do país têm delegacias especializadas no atendimento a mulheres. São Paulo tem o maior número de delegacias da Mulher e agora algumas funcionando 24 hs, exemplo da Delegacia da Mulher do Tatuapé. Dra. Andrea fala das comissões existentes na AB e também fala das legislações existentes e que protegem a mulher. Coloca-se à disposição para discussão e orientação de casos. Presidente do Conseg, Rosália fala sobre a atuação do Conselho de Segurança e convida a todos para participar das reuniões, que acontece sempre nas primeiras terças feiras de cada mês. Aproveita a oportunidade para fazer um breve comentário sobre a situação de violência contra as mulheres. A Comandante Vera, da Base Comunitária da PM, que fica na Praça Sampaio Vidal, fala da violência na Vila Formosa e solicita a todos que qualquer notícia para a pessoa comunicar no telefone 181 ou mesmo à Base Comunitária, para que seja averiguado e se for o caso tomadas as medidas cabíveis.

               

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