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Festa de São Benedito das Vitórias 2017

Notícias da Sociedade

Aconteceu no domingo, dia 17 de setembro, o auge da festa de São Benedito das Vitórias, com a presença de comunidades de vários bairros e cidades de São Paulo, que vieram Igreja, fundada em 18 de junho de 1968.

 A CNBB, no Brasil orientou que a festa de São Bendito  seja comemorada no dia 5 de outubro. Aqui na Vila haverá missa no dia.

Padre José Antônio Cruz Nunes (Padre Neco), presidiu a missa e a procissão, que passou por várias ruas de Vila Formosa, com muita gente que se manteve firme, naquele sol escaldante do final da manhã de domingo.

A missa teve a participação de várias comunidades de São Benedito, com suas vestimentas e tradições, que trazem um colorido especial a festa e reforçam as origens do nosso povo.

Entre as comunidades representadas na ocasião, destacamos: Casa Verde, Sorocaba, Santos, Penha, Nhacuné, Mãe do Rosário Homens Preto, São Benedito das Vitórias.

Quem foi São Benedito?​

São Benedito nasceu na ilha da Sicília, Itália, no ano de 1526. Benedito significa abençoado.

Seus pais foram escravos vindos da Etiópia e não queria ter filhos para não gerarem mais escravos.  Mas, o senhor deles, sabendo disso, prometeu que, se eles tivessem um filho, daria a ele a liberdade. Assim, eles resolveram ter filhos. E, então nasceu Benedito (que significa abençoado) e como prometido, ele foi libertado pelo seu senhor ainda menino.

Benedito foi educado por seus pais na fé cristã. Mas, era analfabeto. Quando menino cuidava das ovelhas e sempre aproveitava para rezar o Rosário, ensinado por sua mãe.

Quando jovem foi insultado por causa de sua raça, suportando todos os insultos, com calma e paciência. Na ocasião, Frei Jerônimo Lanza, presenciando os fatos, convidou-o para fazer parte da congregação. São Benedito aceitou prontamente, vendeu tudo o que tinha e se tornou um eremita franciscano, ficando com eles por volta de 5 anos.

O Papa Pio IV, ao unificar a ordem franciscana, ordenou aos eremitas que se juntassem a qualquer ordem religiosa. Benedito foi para o mosteiro da Sicília, e, entrou como irmão leigo, assumindo uma função tida como secundária: a de cozinheiro. Benedito, sempre alegre, com muita simpatia, conquistou a todos com sua comida boa e saborosa. Ficou 4 anos no convento  de Sant’Ana Di Giuliana.  Depois retornou para o convento de Santa Maria de Jesus, permanecendo ali até sua morte.

Foi convidado para ser o Guardião, (superior) do mosteiro, cargo que aceitou depois de muita relutância. Apesar de ser analfabeto, administrou o mosteiro com grande sucesso, seguindo com rigor os preceitos de São Francisco. Organizou os noviços, foi caridoso com os padres, era o primeiro a dar exemplo nas orações e no trabalho. Portanto, era um grande líder.

Os teólogos vinham de longe para conversar com São Benedito e aprender com ele. Frei Benedito tinha o dom da sabedoria e o dom da ciência. E, apesar de sua condição de analfabeto, ensinava a todos.

Mandava os porteiros não dispensarem nenhum pobre sem antes dar-lhes alimento e ajuda,  mesmo na dificuldade do mosteiro. Quando terminou seu mandato como superior, ele voltou com alegria para o seu ofício de cozinheiro.

Grande é o numero de milagres de São Benedito, inclusive a ressurreição de dois meninos, a cura de vários cegos e surdos, a multiplicação de peixes e pães, e vários outros milagres. Alguns milagres de multiplicação de alimentos aconteceram na cozinha de São Benedito. Por isso, ele é tido carinhosamente pelo povo como o Santo Protetor da cozinha, dos cozinheiros, contra a fome e a falta de alimentos.

Frei Benedito ficou gravemente doente e faleceu no dia 4 de abril de 1589, aos 65 anos de idade. Quando ele faleceu, conforme havia profetizado, uma multidão invadiu o mosteiro para vê-lo, conseguir algum objeto seu ou um pedaço de sua roupa de monge para terem como relíquia do santo pobre e humilde, causando problemas para o convento.

 Em 1611 seu corpo foi colocado em uma urna de cristal na igreja de Santa Maria em Palermo para visitação e permanece até os dias de hoje. Foi canonizado em 24 de maio de 1807, pelo Papa Pio VlI